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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Silveira e silveirinha. 031/05/12

Silveira e Silveirinha.
Silveira começou sua carreira na década de 50, em bem-sucedida dupla com Barrinha. Separaram-se em 64, e o mineiro Nivaldo convidou então seu irmão Agenor para formarem a dupla Silveira e Silveirinha.
Gravaram seus primeiros compactos em 66 e, ao longo da carreira, foram mais de 50 álbuns e diversos sucessos lançados. A dupla acabou em 93, com a morte de Silveirinha, mas Nivaldo seguiu carreira com outro irmão, Nicanor, e em 97 gravaram o disco “Os Irmãos Silveira”.
Nivaldo Pedro da Silveira, o Silveira - Uberaba, MG-1934
Agenor Pedro da Silveira, o Silveirinha - Uberaba, MG-1929 - São Paulo, SP-1993.


Silveira iniciou sua carreira artística no início dos anos 1950, quando formou dupla com Abílio Barra, o Barrinha. Gravaram o primeiro disco em março de1955 pela Continental.
A dupla trabalhou na Rádio Nacional de São Paulo, apresentados pelos compositores Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr., no programa de Nhô Zé. A dupla separou-se em 1964, depois de mais de 10 anos de sucessos, deixando gravados cerca de 39 discos 78 rpm, 10 LPs e sete compactos.
Nivaldo Pedro da Silveira convidou então seu irmão Agenor para formarem a dupla Silveira e Silveirinha. Em 1966, Silveira e Silveirinha gravaram "Alma vazia", de Nicanor Silveira e Silveirinha, "Ciganinha",
de Silveira e Osvaldo Ramos, e "Duas almas", de Silveira, Silveirinha e Osmar Rézio.
Nos anos 1960 a dupla se apresentou na festa da Trindade em Goiás, cantando para quase 150 mil pessoas. A música "Berrante da Madalena", do radialista Faísca, teve grande repercussão junto ao público.
Outras músicas de destaque foi "Beija-flor das penas verdes", de Brejão, "Berrante da meia-noite", de Seresteiro e Claudino Vieira, e "Beira da praia", de Nicanor Silveira e Silveirinha.
A dupla, Silveira e Silveirinha gravaram aproximadamente 45 Lps e nove compactos em 30 anos de carreira.
Com a morte de Silveirinha, Silveira segue a carreira,
Formando nova dupla com o irmão Nicanor.
Em 1997, a dupla gravou o CD "Os irmãos Silveira". Neste LP destacam-se "Esquecer nunca mais", de Paraíso, e "Gaivota mensageira", de Silveira e Joel Garcia.
Entre seus Lps estão "Hoje está fazendo um ano" e "Na beira da praia" lançados pela Continental.
Discografia:
Berrante de Ouro Fino
Berrante misterioso
Campeões do berrante
Hoje está fazendo um ano
Linda cigana
Morena de Goiás
Na beira da praia
Reis do berrante
Silveira & Silveirinha
Silveira & Silveirinha (1972)
Silveira & Silveirinha (1994)
Os irmãos Silveira (1997)
Biografia enviada por Elizabeth
Praião e Prainha
Aguimar Fernandes Baleeiro (Praião) nasceu em Uberlândia/MG em 1937 e faleceu em Uberaba/MG em 1972.
Ademar Fernandes Baleeiro (Prainha) nasceu em Uberlândia/MG em 1941 e faleceu em Goiânia/GO em 1992, por motivos de saúde.
A dupla se espelhou em Silveira e Barrinha, e começou cantando em festas da cidade de Ituiutaba/MG. Em 1957, estrearam na Rádio Platina da mesma cidade. Cantavam também em circos e festas. Em 1959, foram para São Paulo. No mesmo ano, gravaram o primeiro disco, cantando o cateretê "Cabocla Ingrata" e o xote "Mineiro de Ituiutaba", ambas de Praião. No mesmo ano, gravaram o rasqueado "Só Penso em Te Amar" e a cancão rancheira "Bebendo nos Bares", ambas as composições da dupla. Foram convidados a atuar no Programa "Alvora Cabocla", de Nhô Zé na Rádio Nacional de São Paulo, passando a ser acompanhados pelo acordeonista Coqueirinho. Em 1960, gravaram o rasqueado "Quero Beber" e o corrido "Enquanto as Águas Correrem", ambas de autoria da dupla. O sanfoneiro Rezendinho integrou-se a dupla já no segundo LP, em 1961, quando gravaram "Ingratidão", rasqueado de Mário Vieira. 1962 foi o ano de "Voltando pra Goiânia", de Praião, Prainha e Zé do Rancho, e "Respondendo aos Paulistas", de Praião e Prainha. Em 1963 entre tantas duplas famosas da época, foram consagrados com o Prêmio Viola Dourada, realizado pela conceituada Revista Melodias. Desta conquista saiu o disco e música "Viola Dourada" lançado pela gravadora Califórnia. Há relatos que eles ganharam de 3 a 4 anos seguidos. O Rezendinho também recebeu o prêmio como o acordeonista mais bem votado daquele ano. Em 1964, gravaram a canção rancheira "Bebo e Não Choro", de Praião e Milano, e o cateretê "Comparação do Relógio", de Praião e Prainha. Em 1966, gravaram um LP pela Chantecler com destaque para "Igrejinha da Serra", de Mineirinho, o rasqueado "Rincão Mato-grossense", de Zacarias Mourão e Zé do Rancho, "Não Quero Esquecer-te", de Luiz de Castro e Julião Saturno, "Não Bebo Mais", de Nonô Basílio, e "Bebida Não Mata a Saudade", de Luiz de Castro e Benedito Seviero. Pouco depois gravaram mais um LP, com destaque para "Bebida Não Cura Paixão", de Praião e Prainha, "Goianinha Meu Amor", de Duduca, e "Homenagem a Mato Grosso", de Luiz de Castro e Pedro Bento. Em 1967, lançaram outro LP, cantando, entre outras "Capricho do Destino", de Brás Hernandez e Pirassununga, "Torrão Goiano", de Julião Saturno e Praião e "Filho de Ponta Porã", de Piraji e Praião. Em 1968, lançaram mais um LP com as seguintes canções: "Lá no Meio do Mato", de Raul Torres , "Sem Ninguém Por Mim", de Jair Gonçalves, "Duelo de Amor", de Goiá, "Só Resta a Saudade", de Julião Saturno e Praião, "Lenço Branco", de Serrinha, "Martírio", de Nestor e Praião, e "Saudações aos Mineiros", de Serrinha e Zé do Rancho. No mesmo ano a carreira da dupla foi bruscamente interrompida, devido a um acidente de carro que vitimou Praião. Lançaram inúmeros discos 78 rpm, compactos simples e duplos, e vários LPs pela gravadora Califórnia.
Após a morte do Praião, a pedidos de fãs o Prainha forma uma nova dupla por volta de 1973: Praião II e Prainha, que gravaram razoáveis sucessos até a morte do Prainha. Hoje o Praião II formou dupla com o Paulinho que é filho do Prainha a dupla: PRAIÃO E PAULINHO.
Biografia enviada por Ronalves
Vieira e Vieirinha
Rubens Vieira Marques (Vieira) nasceu em 20 de setembro de 1926, e Rubião Vieira (Vieirinha) nasceu em 26 de agosto de 1928, ambos em Itajobi, interior do estado de São Paulo.
Filhos de Bernardino Vieira Marques, nascido em Portugal, e Maria Gabriela de Jesus.
Bernardino chegou ao Brasil ainda mocinho, e casou-se com Maria Gabriela, com quem teve nove filhos, sendo cinco homens e quatro mulheres.
Vieira e Vieirinha cantam juntos desde muito crianças, sempre incentivados pelo pai. Cresceram junto com os primos-irmãos Zico e Zéca, e Liu e Léu. Não havia festas que eles não estivessem presentes, sempre cantando e dançando catíra.
Em 1949, conheceram a dupla Tonico e Tinoco, que passaram uns dias no sítio em que moravam, a convite do seu Bernardino. Tonico e Tinoco ao ouvirem os Irmãos Vieira cantar, gostou da dupla e os convidou para apresentações em conjunto nos cinemas da região. Os Irmãos Vieira, devido à timidez, no primeiro show em Catanduva, apresentaram-se de costas para a platéia. Então Tonico e Tinoco virava eles, e eles desviravam e ficavam de costas. Tinoco declara brincando que "os meninos começaram de costas pra arte".
Tonico e Tinoco ofereceram de levá-los para a capital, mas eles ainda não tinham coragem de deixar o interior. Iniciava-se ali uma grande amizade entre as duas duplas. Durante o tempo em que ficaram no sítio da família, colocou na cabeça dos Irmãos Vieira que eles teriam que enfrentar. Aí começaram a se apresentar nas quermesses, nas festas, nos cinemas, nos auditórios, e nas rádios da região, onde em pouco tempo ficaram conhecidos nas redondezas.
No rádio iniciaram em 1948, em Novo Horizonte, na Rádio Novo Horizonte ZYS-9, onde cantavam todos os dias no Programa "O Viajante do Sertão", com o nome de "Irmãos Vieira". Depois se transferiram para a Rádio Clube de Marília, onde permaneceram por dois anos com programa exclusivo patrocinado pelo refrigerante "Gentil".
Em 1950, fizeram a campanha eleitoral de Getúlio Vargas, que foi o primeiro a lhes abrir as portas para o meio artístico. Depois do último comício na cidade de Duartina, ao descerem do trem com Getúlio, ele disse à dupla que se fosse eleito poderiam pedir o que quisessem. Getúlio se elegeu, e os Irmãos Vieira escreveram-lhe uma carta falando do sonho de cantar no Rio de Janeiro. Getúlio então lhes abriu as portas da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, mas a mãe deles não deixou eles irem, pois tinha medo do mar. Então pediram a Getúlio uma oportunidade em São Paulo, que os apresentou à Rádio Nacional de São Paulo. Viajaram com o telegrama de Getúlio no bolso. Tinoco foi esperá-los na estação da Luz e ficaram hospedados na casa de Tonico.
Estiveram três vezes na Rádio Nacional, na tentativa de conversar com o diretor da emissora, porém não foram atendidos. Tonico perguntou a eles, se haviam mostrado o telegrama de Getúlio, e eles disseram que não. Quando voltaram à Rádio com o telegrama na mão foram recebidos na hora. Então se apresentaram pela primeira vez naquela emissora no Programa "Alvorada Cabocla", de Nhô Zé, em 1951, com o nome de "Vieira E Vieirinha", que foi adotado por sugestão dos padrinhos Tonico e Tinoco.
Aí conseguiram um programa só deles: "Sertão na Cidade", onde cantavam músicas de Tonico e Tinoco, Serrinha e Caboclinho, e músicas de autoria de Teddy Vieira e José Fortuna.
A Rádio Nacional foi a primeira moradia dos dois em São Paulo. Por alguns meses, dormiram no prédio da emissora. Ali eles cantaram de 1951 à 1954. Retornaram à emissora em 1958. Foram no total 25 anos de Rádio Nacional. De 1955 à 1958, atuaram no famoso Programa "Alma da Terra" da Rádio Tupi, às segundas, quartas e sextas-feiras, das 20:30 às 21:00 horas, o chamado horário nobre do rádio na época.
A dupla foi um exemplo de sucesso no rádio, antes de começarem a gravar disco. Muito diferente dos dias de hoje, naquela época o disco não era o canal direto que colocava as duplas em contato com o seu público, primeiro tinham que fazer o nome no rádio para depois gravarem.
Gravaram seu primeiro disco 78 rpm em 1953, pela Continental, com as músicas "O Canoeiro não morreu" e "Navo Londrina".
Foram no total 32 discos 78 rpm. Em 1959 gravaram seu primeiro LP intitulado "Vieira e Vieirinha Apresentam Suas Modas", onde reúnem alguns de seus sucessos gravados em 78 rpm.
A vendagem dos discos e os cachês dos shows renderam-lhe um bom dinheiro e, em 1960, resolveram voltar para o interior, por não se adaptarem à vida na cidade grande. Adquiriram um restaurante de beira de estrada e uma fazenda em Goiás de 1500 hectares comn escritura falsa. Perderam tudo e recomeçaram do zero.
Em 1963 lançaram o LP "A Volta de Vieira e Vieirinha". Daí para frente foram inúmeros discos gravados, que totalizam aproximadamente 35, com os mais variados rítmos, mas a característica que mais marcou a dupla foi a dança da catíra que lhes rendeu o slogan de "Os maiores catireiros do Brasil".
A dupla só veio a se desfazer com a morte de Vieirinha, ocorrida em 07 de abril de 1991.
Vieira se afastou da arte por algum tempo, e só voltou em 1996, quando gravou um disco com seu filho Ailton Estulano Vieira, com o nome de "Vieira e Vieira Jr.", com quem permaneceu cantando, fazendo shows e se apresentando em programas de TVs.
Vieira faleceu em 09 de julho de 2001.
O maior sucesso da dupla foi sem dúvida "Garça branca". Mas outras músicas também se destacaram, como: Transporte de Boiada, Cravo na Cinta, Rosas de Carne, Noite Serena, Silêncio do Berrante, Adeus Querida, Ladrão de Mulher, Recortado Paulista, entre outros.
Biografia enviada por Ronalves

2 comentários:

  1. Existe uma Tese de Doutorado, sobre Vieira e Vieirinha, apresentada pela Professora Maria Bernadete da Universidade Federal de Uberlândia, tese que foi objeto de reportagem da Revista Globo Rural, cujo número e data não me lembro. Elsio Jeová

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  2. Existe uma Tese de Doutorado, sobre Vieira e Vieirinha, apresentada pela Professora Maria Bernadete da Universidade Federal de Uberlândia, tese que foi objeto de reportagem da Revista Globo Rural, cujo número e data não me lembro. Elsio Jeová

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